Dolmens

Os Dolmens no Período Neolítico

stonehenge

stonehenge

O homem da pré-história, principalmente o homem do período neolítico, abandona as cavernas e começa a construir sua morada; posteriormente denominada Dolmens. Observaremos a grandiosidade dessas construções e os aspectos simbólicos imbuídos nelas.

No período da Pré-História, especificamente no Neolítico, surgiu o nascimento de um novo cenário, algumas áreas tornaram-se mais favoráveis à sobrevivência humana, essas eram próximas aos grandes rios, cujas cheias e vazantes regulares fertilizavam e irrigavam o solo. A descoberta do fogo e do metal aliadas às transformações no ambiente permitiu ao homem um controle gradativo da natureza.

Assim, o homem começou a abandonar as cavernas e dá início à construção de suas próprias moradias. Essas moradias foram conhecidas por Nuragues, que significam construções edificadas em pedra, em forma de um cone incompleto, sem nenhum tipo de mistura de materiais para uni-las ou revesti-las.

Os Dolmens são construções que também fazem parte do período neolítico. Essas tinham características bem diferentes das construções Nuragues. Sua formação arquitetônica consistia em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma grande pedra colocada na horizontal sobre elas, parecendo um teto. As informações que temos sobre essas construções são de que serviam para rituais místicos, culto aos deuses e templos para sacrifícios. Existem diversas lendas e mitos acerca dessas construções, principalmente relacionadas ao Santuário de Stonehenge, localizado ao sul da Inglaterra.

dolmen

dolmen

Hoje ainda existem várias teorias explicativas, umas com mais e outras com menos fundamento teórico. Algumas revelam que os Dolmens eram apenas túmulos, pois em quase todas as construções que não sofreram nenhum tipo de violação, foram encontrados, através de escavações, esqueletos ou fragmentos de esqueletos, esses fragmentos formavam uma câmara dentro da qual existia o esqueleto. Outros creem que as construções eram como observatórios astronômicos e relógios solares.

Existe muita especulação sobre o tema e até hoje a História, a Antropologia, a Arqueologia e a Arquitetura não conseguiram explicar de maneira satisfatória a representação e a simbologia dessas construções dos povos Pré-históricos. Uma das poucas informações colhidas durante pesquisas é a de que essas construções não seriam simplesmente uma moradia.
Enfim, podemos dizer que as construções Nuragues e Dolmens são consideradas as primeiras formas de arquitetura mundial realizada pelo homem e a primeira manifestação da vontade e necessidade de as sociedades criarem e organizarem os espaços, lugares, posições; não só nos aspectos físicos, como também nos aspectos simbólicos.

Por Lilian Aguiar
Graduada em História
Equipe Brasil Escola

Os Sabbats e Esbats

A Roda do Ano: os Esbats e Sabbats

Roda do Ano

Roda do Ano

Antigamente, quando o Deus e a Deusa eram tão reais quanto o Sol e a Lua, os rituais não possuíam uma estrutura fixa – eram uma comunhão alegre e espontânea com o Divino. Depois, os rituais passaram a observar o ciclo do Sol através do ano astrológico e das estações, e também dos ciclos lunares mensais.
Atualmente, rituais parecidos são observados pela Bruxaria – e estas celebrações criam uma proximidade mágica com as Deidades e com o poder por trás delas.
A finalidade primordial da Bruxaria é estar em harmonia com a Natureza e com as energias divinas contidas nela. E a melhor forma de alcançar esta harmonia é a observação dos ciclos naturais. É para isso que servem os Esbats e Sabbats.
“Esbat” é o nome de cada uma das reuniões (ou celebrações) mensais, no primeiro dia da Lua Cheia ou da Lua Nova de cada mês. Nestas datas são celebrados os ciclos lunares; a finalidade básica dos Esbats é a celebração os ciclos da Deusa, em seus três aspectos: Donzela, Mãe e Anciã (Crescente, cheia e Minguante). Além disso, são épocas propícias para as reuniões, a meditação e o estudo.
“Sabbat” é a denominação de cada um dos 8 grandes festivais solares que acontecem anualmente e que marcam a Roda do Ano das Bruxas.
Durante os Sabbats são celebrados, em grupo ou solitariamente, os ciclos do nascimento, maturidade, morte e renascimento do Deus, e sua profunda relação com a Deusa.
Para entender melhor a Roda do Ano celebrada pelos Sabbats, podemos olhar para os períodos demarcados pelas 4 estações:
Durante o inverno, as árvores estão sem suas folhas, os animais se recolhem, os dias são muito curtos e as noites, longas. Lentamente, conforme os dias vão ficando mais longos e a primavera se aproxima, a Natureza parece se espreguiçar. É a época de preparar o solo. Com a chegada do verão, a Natureza explode em vida e fertilidade. É a época de semear. Enquanto o ano continua sua roda, o outono chega e, novamente, as folhas começam a cair. É a época de colher e armazenar para o inverno que novamente se aproxima.
Mesmo que aqui, no hemisfério sul – principalmente no nosso país tropical e bonito por natureza – as estações não sejam tão claramente definidas, dá para observar as mudanças sutis que acontecem. É só prestar atenção. Quem já viveu ou passou longas férias no interior sabe disso. As estações, as épocas de preparar a terra, de semear, de plantar e colher são bem definidas.
Os Sabbats são uma forma de conhecer, respeitar e celebrar os ciclos naturais que quase todo mundo nem vê passar… A chance de aprender a sintonizar e harmonizar a própria vida, os próprios ciclos vitais, com as energias do Todo.

A Lenda das 13 Matriarcas

Raquel Shakti

Raquel Frota - Sagrado Feminino Sagrado Feminino

Ao longo dos tempos, entre os Kiowa, Cherokee, Iroquois, Sêneca e em várias outras tribos nativas norte-americanas, as anciãs contavam e ensinava, nos “Conselhos de Mulheres” e nas “Tendas Lunares”, as tradições herdadas de suas antepassadas. Dentre várias dessas lendas e histórias, sobressai a lenda das “Treze Mães das Tribos Originais”, representando os princípios da energia feminina manifestados nos aspectos da Mãe Terra e da Vovó Lua.

Neste momento de profundas transformações humanas e planetárias, é importante que todas as mulheres conheçam este antigo legado para poderem se curar antes de tentarem curar e nutrir os outros. Dessa forma, as feridas da alma feminina não mais se manifestarão em atitudes hostis, separatistas, manipuladoras ou competitivas. Alcançando uma postura de equilíbrio, as mulheres poderão expressar as verdades milenares que representam, em vez de imitarem os modelos masculinos de agressão, competição, conquista ou domínio, mostrando, assim, ao mundo um exemplo…

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Matriarca da Décima Terceira Lunação

Lua Azul, aquela que se torna a visão

Matriarca da Décima Terceira Lunação

Matriarca da Décima Terceira Lunação

 

Décima Terceira Lunação

A Lua Azul

O que é Lua Azul?
Chama-se Lua Azul a segunda lua cheia num mesmo mês do calendário gregoriano ou a Lua Cheia do décimo terceiro ciclo de lunação, fechando o ano solar.
Lua Azul é regida pela Matriarca da 13 Lunação.

Ela é “aquela que se torna a visão”, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Esta Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova pespectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude.

“Com o surgimento do calendário Juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos”.

 

Autoria Mirella Faur

Matriarca da Décima Segunda Lunação

Aquela que agradece as dádivas

Matriarca da Décima Segunda Lunação

Matriarca da Décima Segunda Lunação

Décima Segunda Lunação
Plenilúnio em Gêmeos
Lua dos Dias Sagrados
(Sol em Sagitário)

E “Aquela que agradece as dadivas”, que nos ensina a agradecer por tudo que recebemos na vida, abrindo, assim, espaço para a futura abundancia. Não importam quais sejam as dificuldades ou desafios que enfrentamos, devemos agradecer por essas oportunidades que nos permitem desenvolver e revelar nossa força interior. Como a “Mãe da Abundancia”, ela nos mostra o valor do dar para receber.
Esta Lua inspira a receber e a transmitir conhecimentos ancestrais, para meditar nos próprios dons, enxergar a vida com mais clareza. Permita que esta energia do Universo venha energizar os seus dons e assim poderá ter acesso, como um aparelho dos grandes poderes do Universo.

Esta Lua convida para um tempo de descanso e renovação. Ela não permite transparecer as emoções, mas sinaliza para interiorizar e descansar. Refletir as ações do passado, preparando-se para o futuro. Os nascidos nesta lua devem prevenir-se para não ficarem bloqueados, perfeccionistas e para arrumar tempo para lazer. Ela pede para ser adaptável, flexível, prudente, correto na conduta.

Para trabalhar a concentração, pois pode gerar dispersão. Para trabalhar a comunicação consigo mesmo, o auto conhecimento, buscar o Eu Superior. Favorece a comunicação, o bom uso da palavra, energia para adatar-se às mais diversas situações.
Saber também a hora certa de calar, de ouvir e de falar.

Para curar as más palavras que usamos contra nós mesmo, as limitações que nos impomos através da palavra. Trabalhar as afirmações positivas e curar suas programações negativas através delas. Para que façamos um balanço entre aquilo que falamos com aquilo que o nosso coração realmente sente. Sabermos honrar os compromissos feitos através da nossa palavra, da nossa comunicação.

 

Autoria Mirella Faur

Matriarca da Décima Primeira Lunação

Aquela que anda com firmeza

Matriarca da Décima Primeira Lunação

Matriarca da Décima Primeira Lunação

Décima Primeira Lunação
Plenilúnio em Touro
Lua Escura das Folhas que Caem
(Sol em Escorpião)

E “Aquela que anda com firmeza”, a Mãe da inovação e da perseverança. Ela nos ensina o uso adequado da vontade e do poder para modificar as circunstancias da vida pela ação pessoal, sem depender dos outros para agir, afirmando nossa auto-estima e auto-suficiência.Esta lua, tem a dádiva de inspirar um mensageiro para os aspectos espirituais da vida. A adaptabilidade e a capacidade de viajar em silêncio em lugares de maiores medos.

Para aprender a focalizar as energias, a ser mais sensível a elas e a desenvolver habilidades de cura .
Esta Lua ensina sobre a força de transformar o seu mais íntimo ser, trazendo todas as lições que se tenha aprendido. Ensina sobre a extensão da própria energia, habilidade para criar mudanças, curiosidade, desejo de verdade, adaptabilidade, paciência, tenacidade, ambição , poder e a deixar nossa marca bem penetrante.

 

Autoria Mirella Faur

Matriarca da Décima Lunação

Aquela que tece a teia – Décima Lunação

Matriarca da Décima Lunação

Matriarca da Décima Lunação

Décima Lunação
Plenilúnio em Áries
Lua do Vôo
(Sol em Libra)

E “Aquela que tece a teia”, a guardiã da força criativa que nos ensina a desenvolver nossas habilidades, destruindo as limitações, saindo da estagnação e materializando nossos sonhos. Nossa criatividade é determinada por nossa capacidade de sonhar e usar nossa imaginação
Esta lua, tem a dádiva do equilíbrio e da harmonia, e de como entender as mensagens de seu coração, através de sua introspecção e força. Para aprender realmente o que é equilíbrio, mesmo que necessite sentir desconforto para fazer isso.

Esta lua ensina sobre os paradoxos da própria vida, de uma maneira mais direta e intensa, pela própria experimentação. Ensina a mostrar a afeição física e como se sentir confortável, tanto no Céu como na Terra, e a compreensão dos relacionamentos com grupos.

Energia propícia de avaliação, equilíbrio, harmonia, descoberta e libertação.

 

Autoria Mirella Faur